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domingo, 2 de março de 2008

Meu texto da oficina de redação!!

Uma revolução para a liberdade

Por Glaucione Pedrôzo – 1°p. Jornalismo
“Toda revolução era primeiro uma idéia na mente de uma pessoa”
(Emerson)

“A liberdade econômica é bem pouco democrática: o liberalismo econômico é a doutrina dos fortes e dos poderosos (...). Crê na virtude da liberdade, mas a liberdade não possui em si sua razão de ser.” Thomas Hobbes, ao proferir essa frase, estava ciente do impacto que causaria essa teoria de econômica na vida de quem estivesse regido sob ela, antes mesmo de tomar a força e a dimensão que o liberalismo econômico atingiu.
A liberdade é uma das bases da democracia. O Estado liberal, resultante da ascensão da burguesia no contexto do iluminismo, implica na preservação da liberdade de comercio e de contrato, tem um caráter individualista, dando margem a um comportamento egoísta e altamente vantajoso para os mais hábeis e economicamente favorecidos, impedindo o Estado de proteger os menos afortunados. Causa essa de uma crescente injustiça social, pois se concedendo a todos o direito de ser livre, não se assegura a ninguém o poder ou os meios de ser livre gerando assim uma situação proveitosa para os economicamente fortalecidos.
O Brasil, país capitalista-neoliberal, tem em sua teoria um modelo econômico exemplar, que em tese promoveria igualdade de direitos, principalmente direito a uma mínima qualidade de vida, o que na prática é bem diferente da teoria
Uma pesquisa realizada pelo IBGE no período de 2002-2003, intitulada de POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), comprova o que é de conhecimento público: a péssima qualidade de vida da maioria dos brasileiros. A pesquisa relatou que 47% das famílias acham insuficiente a quantidade de comida que consomem, 85% das famílias do país disseram sentir alguma dificuldade para chegar ao final do mês com seus rendimentos. Outra pesquisa do IBGE com a mesma finalidade, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – 2002), verificou que a remuneração média real do trabalhador brasileiro caiu 2,5% de 2001 para 2002 - e a perda maior, de 2,6%, foi para os trabalhadores com salários mais altos. Para os que ganhavam menos a perda foi de 1,7%.
De acordo com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes “O índice de Gini, que mede a concentração de renda, revela que em 2002 ainda é extremamente alta a concentração de rendimentos no país e coloca o Brasil em uma das piores situações, quando comparado com os demais países" e acrescenta ainda “são necessários mais investimentos em políticas de habitação, educação e saneamento básico para melhorar a qualidade de vida da população. As desigualdades sociais, destaca, são agravadas pelos altos índices de concentração de renda”. Esses fatos comprovados pelo IBGE são bem contraditórios se comparados às premissas propostas no art. 170 da Constituição Federal Brasileira que pregam a “VII redução das desigualdades regionais e sociais”.
Com essa renda insuficiente, os trabalhadores são forçados a submeterem- se a um regime de trabalho com condições fora das previstas em lei, jornadas de trabalhos absurdas, chegando a superar 12 horas de trabalho diário e trabalhos com condições análogas às condições escravistas.
E o que seria necessário para mudar essa situação? Uma pesquisa do IBOPE, instituto que é responsável pela divulgação da opinião publica, revela que 53% da população admitem ter um interesse muito pequeno por política e, sendo essa é uma questão essencialmente política, logo conclui- se que a população não tem mais que um interesse superficial sobre o assunto. Outro fator que contribui, é o mito de que a política só interessa aos “políticos” já que estes são estes são “escolhidos” para a representação do povo e seus interesses. “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam” (Platão)
Entretanto, para que ocorra uma mudança significativa, é necessário que seja revisto o paradigma do liberalismo econômico como forma de governo, não o extinguindo, já que em sua essência é uma forma bastante justa de governar, mas promovendo uma revolução na sua prática. Mas primeiro, para que haja revolução é necessário despertar esse sentimento nas cabeças dos cidadãos, pois toda revolução só acontece com o apoio popular. “Uma coletânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males” (Voltaire).

sábado, 1 de março de 2008

Filosofia da felicidade


Estava eu ainda pouco lendo em uma página aqui da web, que tratava do Arnaldo Jabor, crônicas que na minha opinião realmente traduzem o Brasil, o que o brasileiro gostaria de falar, o que sente...e observei também, que muito desses assuntos tratavam de sexo, amor e mulher, do sexo que não existe, do amor impossível e da mulher que se tornou padronizada e na verdade eu acho que tudo virou padrão, inclusive a felicidade.


As pessoas (e não você) tratam de te julgar como feliz ou infeliz, seria cômico se nao fosse trágico!!, você tenta não se importar com que os outros dizem e pensam, mas se levarmos em conta principios filosóficos de que somos seres dependentes de outros seres, é um mal necessário termos uma referência. Logo você deve sim se importar com a opinião alheia... mas só até certo ponto.


Tudo bem, eu não sou perita, tampouco psicóloga ou terapeuta, mas eu sou GENTE (acho que essa caracteristica me torna especialista para poder falar de outros seres humanos).


Antes que minha análise se desvirtue tomando outros rumos, queria exprimir minha angústia: até que ponto devemos nos importar com a opinião alheia? Quem anda determinando o seu (ou o meu) grau de felicidade?


Acho que, sinceramente, não deveria existir uma cartilha ou manual de "como ser feliz em 10 passos" (não desmerecendo por completo os livros de auto-ajuda). Nesse ponto as pessoas não poderiam perder a individualidade e se render a um padrão de ser feliz, e tampouco julgar as pessoas felizes ou não.


Às vezes eu me pego "infeliz" por não atingir algum status padronizado e excludente, seja ele material ou não... Mas ando sentindo isso tão descenessário... Por que eu tenho que ser feliz "por um porquê"? Porque não posso simplismente ser feliz e pronto?


Esses são meus questionamentos de hoje, motivados por um livro da Marilena Chauí (convite à filosofia), e que de um jeito meio "aristotélico" posso afirmar que a dúvida é o inicio da sabedoria! hehehe, quem sabe nas postagens mais futuras eu possa afirmar ao invés de questionar? Mas essa não é a grande questão, foi apenas o "meio" que encontrei de dividir meus pensamentos e reflexões do dia com quem ler essa postagem, e que se puder somar... some, e de preferência não subtraia!