
Estava eu ainda pouco lendo em uma página aqui da web, que tratava do Arnaldo Jabor, crônicas que na minha opinião realmente traduzem o Brasil, o que o brasileiro gostaria de falar, o que sente...e observei também, que muito desses assuntos tratavam de sexo, amor e mulher, do sexo que não existe, do amor impossível e da mulher que se tornou padronizada e na verdade eu acho que tudo virou padrão, inclusive a felicidade.
As pessoas (e não você) tratam de te julgar como feliz ou infeliz, seria cômico se nao fosse trágico!!, você tenta não se importar com que os outros dizem e pensam, mas se levarmos em conta principios filosóficos de que somos seres dependentes de outros seres, é um mal necessário termos uma referência. Logo você deve sim se importar com a opinião alheia... mas só até certo ponto.
Tudo bem, eu não sou perita, tampouco psicóloga ou terapeuta, mas eu sou GENTE (acho que essa caracteristica me torna especialista para poder falar de outros seres humanos).
Antes que minha análise se desvirtue tomando outros rumos, queria exprimir minha angústia: até que ponto devemos nos importar com a opinião alheia? Quem anda determinando o seu (ou o meu) grau de felicidade?
Acho que, sinceramente, não deveria existir uma cartilha ou manual de "como ser feliz em 10 passos" (não desmerecendo por completo os livros de auto-ajuda). Nesse ponto as pessoas não poderiam perder a individualidade e se render a um padrão de ser feliz, e tampouco julgar as pessoas felizes ou não.
Às vezes eu me pego "infeliz" por não atingir algum status padronizado e excludente, seja ele material ou não... Mas ando sentindo isso tão descenessário... Por que eu tenho que ser feliz "por um porquê"? Porque não posso simplismente ser feliz e pronto?
Esses são meus questionamentos de hoje, motivados por um livro da Marilena Chauí (convite à filosofia), e que de um jeito meio "aristotélico" posso afirmar que a dúvida é o inicio da sabedoria! hehehe, quem sabe nas postagens mais futuras eu possa afirmar ao invés de questionar? Mas essa não é a grande questão, foi apenas o "meio" que encontrei de dividir meus pensamentos e reflexões do dia com quem ler essa postagem, e que se puder somar... some, e de preferência não subtraia!

2 comentários:
ow! cadê a pequena menina ou a grande mulher que não escreve bem, senhorita glaucione? estou começando a achar que o "eu não escrevo bem" é característica das pessoas que escrevem os melhores textos.
fiquei feliz por ter ganhado mais este espaço de leitura e de expressão de opiniões e sentimentos livres, como muito bem o teu texto expressa, opiniões e sentimentos não padronizados.
começou muito bem! com um texto bem escrito, estimulante à leitura e à reflexão. tá, eu sou meio suspeita para falar, uma espécie de "mãe-coruja" empolgadíssima com a idéia da criação deste blog, ainda mais quando o tema escolhido inicialmente trata de padrões.
nem preciso dizer o que penso dos padrões. está na cara. haha. e para ser um comentário completo, vai até uma sugestão de música sobre padrões: "senhas", da adriana calcanhoto. o que mais? o que mais? tanta coisa para dizer...
enfim... desejo que esta seja a primeira de muitas postagens que ainda virão e que contribuirão para a formação de uma grande jornalista e uma brilhante escritora que vem por aí!
beijo, "filha" (=
Preciso mirar e espiar seu exemplo!Não mais o exemplo das mulheres de Atenas!
Prossiga.........
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